Um achado de setembro de 2016

Criar um corpo de amor e compaixão. Sentir no ar que entra e sai o amor, todo o amor do mundo que incessantemente está presente em nós. A conexão que temos com os elementos ar, água, terra, fogo e éter (o brilho), existe porque nada somos além de água, terra, ar, fogo e éter. Uma energia criativa, que sente amor e compaixão de forma ilimitada e dança com os fenômenos. Tomar corpo de amor é incorporar esse sentimento que naturalmente faz parte de nós, é preciso nos reconhecermos no amor a na compaixão. Renascer. Além do personagem que exercemos, que tem nome, história e família, existe uma mente luminosa e criativa que acolhe, sustenta, orienta, aprimora e liberta. O amor deseja o melhor, dá, oferece, doa. A compaixão compreende, acolhe, abraça. E então não tem como dar passagem aos venenos emocionais. Tomar corpo de amor é renascer e dar nascimento novo e positivo aos outros. A pai e mãe. E a todos os outros depois. Pai e mãe antes, equilibrando assim nossa energia dos dois canais, o yin e o yang. Precisamos ver em nossos pais o corpo de amor que eles têm, aquela criança luminosa e criativa que foi ensinada dentro de uma perspectiva de apego, carência, raiva, medo, orgulho, competitividade. Assim como nós, como os pais deles e os pais dos pais deles...mas eles não sabiam fazer diferente.

A sabedoria da compaixão que mora em nós, além de nosso nome e identidade compreende e ama seus pais, as crianças que eles foram,o corpo de amor que eles são.
Dê corpo de amor a sua mãe.
Dê corpo de amor a seu pai.
Veja o amor deles, a luz, toda a natureza búdica e primordial. Não nascida, incessante, não morre.
As raízes das quais você nasceu. Abrace-as nesse lugar de não nome. Faça morada no não nome. Nossa existência é amor e compaixão em todas as direções. O sofrimento é o sinal apenas de que estamos indo na direção errada. Ele nos mostra o caminho de apego, orgulho, raiva, preguiça, medo, carência, competitividade. Marcas que manifestamos mas que não nos leva a um caminho de amor.

Devíamos agradecer ao sofrimento, significa que estamos sendo generosamente alertados pelo universo de que estamos na direção errada. A motivação correta é nossa bússola. O Buda, o darma e a sanga são nossos refúgios. Ninguém mais pode ser nosso refúgio real, liberte as pessoas de tamanha carga. Família não é refúgio, casamento não é refúgio. Trabalho não é refúgio. Mesa de bar não é refúgio. Tome refúgio no corpo de amor e compaixão, nas cinco sabedorias que espontaneamente podemos manifestar. E ame. Seja amor, seja como o ar que abundantemente dá energia, seja a água que flui e acolhe sem nada pedir. No fundo é dessa energia que somos feitos, só precisamos enxergar a partir da estabilização da energia de pai e mãe e tomar corpo de amor.

Criar corpo de amor
O ensinamento é circular
Tomamos o ensinamento como remédio e no fim é o que temos a oferecer para benefício de todos os seres. 

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